segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hora do jogo

Arte com argila


Voluntária de dança

A professora de dança fez sucesso no maternal. Durante uma hora ela animou os pequenos com as músicas da Xuxa e finalizou com relaxamento.
Seja bem vinda!

Comer para crescer


Estagiárias de nutrição tem feito um ótimo trabalho com as crianças da nossa escola. Aqui a atividade é uma desgustação de diferentes frutas com os bebês do berçário. Foi muito legal e os pequenos adoraram.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Relitura de Portinari

História da Arte com crianças na fase sensório-motor

Projeto Portinari
Idade: 2 a 3 anos


Objetivos: ampliar o conhecimento de mundo das crianças por meio a manipulação de diferentes objetos e materiais gráficos e plásticos e proporcionar o contato com formas diversas de expressão artística.
De acordo com Piaget, crianças de dois anos buscam adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que as rodeiam.
Partindo desses principios, a ideia de trabalhar obras de arte de forma contextualizada com a turma de maternal é ótima.
Para execução deste projeto, devemos realizar cinco etapa: análise e descrição da obra, bibliografia, oficina de pintura e releitura. Desenvolvido a partir do quadro "Meninos Soltando Pipas" para por em prática o projeto com sua você precisa de um pôster com a imagem, um livro ou imprimir a imagem abaixo.

Análise e descrição da obra
O quadro é interesante pois retrata uma bricadeira antiga e fascinante: soltar pipa. Para realizar
a análise e descrição da obra introduza a gravura no momento da rodinha. A atividade de roda é muito enriquecedora , pois é nesse momento que o grupo fica concentrado para a conversação e apresentação de atividades.


Crie um dialógo
-O que vocês estão vendo?
-Quem está brincando?
-Quem quer brincar de pipa?

A imagem pode ficar exposta durante bastante tempo na sala, pois as observações das crianças crescem dia a dia. Assim, elas foram desenvolvendo a capacidade de construção de sentindo, o reconhecimento e a identificação da obra de arte.

Sobre Portinari
Partindo dessa obra, o passo seguinte é introduzir outros quadros de Portinari. Sempre trabalhando na rodinha com observações, análises e descrições.

Oficina artística

Nessa etapa do projeto, os alunos se transformam em veradeiros arteiros.
Pintura de pipas: como nessa faixa etária as crianças ampliam os conhecimentos do mundo manipulando diferentes objetivos e materiais.
Sugestão: leve pipas já prontas para serem decoradas pelos alunos. Pinte com tinta guache e pincel grosso para dar um colorido especial.
Colagem: por cima da pintura, podemos colar pedaços de papel crepom colorido e construir os rabos da pipas.
Bonecos de pano: podemos criar um boneco costurado pela professora e decorado pelas crianças. Para simbolizar o garoto Candido Portinari.

Por que trabalhar com obras de arte

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil ressalta que as artes visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem estruturae características próprias, cuja aprendizagem, no âmbito prático e reflexivo, sa dá por meio da articulação dos eguintes aspectos: fazer artístico, apreciação e reflexão. O trabalho contextualizado com obras de arte dá conta de todas essas exigências

É importante salientar também que, mesmo quando o foco são as artes visuais, deve-se procurar abranger as outras áreas do conhecimento: movimento, música, linguagem oral e escrita, matemática e natureza e sociedade.

Três perguntas


Psicóloga e psicopedagoga do Infans - Unidade de Atendimento ao Bebê, de São Paulo, fala sobre o que caracteriza o desenvolvimento das crianças da creche.
O que distingue os três primeiros anos de vida? Esse é o período sensório-motor, caracterizado pela inteligência prática. O mundo é algo a experimentar e conhecer por meio dos órgãos dos sentidos e das ações corporais.
Como a criança aprende? Presa à experiência imediata, ela necessita da presença dos objetos concretos. Seus esquemas de ação são olhar, agarrar, ouvir, alcançar com a boca ou sentir com a pele.
Quais os procedimentos para potencializar o desenvolvimento nessa faixa etária? A primeira coisa a fazer é incentivar o uso da ferramenta mais poderosa, que é o corpo. Por meio dele, a criança entra em contato com texturas, temperaturas e gostos. Outras ações são estimular a linguagem verbal - por meio de histórias e músicas - e a imitação, entendendo a necessidade de reproduzir gestos e falas e procurando valorizar a expressão individual de cada um.

Parte cinco



Última parte
5. Identidade e autonomia
Por que trabalhar O bebê nasce em uma situação de total dependência e, pouco a pouco, necessita se tornar autônomo. "Enquanto adquirem condições para realizar ações, as crianças começam a saber das conseqüências de suas escolhas", explica Beatriz Ferraz, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária, em São Paulo. Autonomia e identidade se desenvolvem simultaneamente e, mesmo num ambiente coletivo, é preciso dar atenção individualizada às crianças.

O que propor As melhores experiências são as pautadas pelo relacionamento com os outros e pela demonstração de preferências. "Se a criança não tem opção, como vai decidir?", diz Cisele, do Avisa Lá. É essencial oferecer possibilidades - na hora da brincadeira ou da merenda, por exemplo - para que os pequenos sejam incentivados a se conhecer melhor e a optar. Ao servir os alimentos sem misturá-los, o educador permite a cada um identificar aquilo de que mais gosta. Oferecer a colher para que todos comam sozinhos também é primordial. Por meio da observação, uns aprendem com os outros. Mesmo que no começo façam sujeira e demorem para se alimentar, aos poucos adquirem a destreza do movimento.
A organização do ambiente em cantos de atividades é outro meio de favorecer o exercício de escolha, já que cada um define onde brincar, com quem e por quanto tempo. Para ajudar na construção da identidade, cabe ao educador chamar cada um pelo nome e ressaltar a observação dos aspectos físicos individuais. "Colocar grandes espelhos nas salas, ter fotos de cada um junto dos cabides em que penduram as mochilas, identificar as pastas com o nome e um desenho, por exemplo, são ótimas maneiras de estimular a atenção para as próprias características e fazê-los perceber a diferença e semelhança em relação aos colegas", diz Cisele
fonte:revista nova escola